Impactos de matéria negativa é amenizado com assessoria de imprensa

Impactos de matéria negativa é amenizado com assessoria de imprensa

Um caso recente de crise de imagem pessoal/profissional/institucional tem ocupado o noticiário da imprensa nacional e curitibana: o crime envolvendo médica supostamente envolvida na morte de 20, 30 ou até se especula em 300 mortes na UTI  do Hospital Evangélico. Inquérito do Instituto de Criminalística coloca dúvidas sobre os procedimentos da médica. V. S. de S. (ex-responsável pela UTI da instituição).

O noticiário nacional está mostrando que escândalo e investigações  sobre atuação médica destrói a reputação, destroça  carreira, inviabiliza o exercício profissional e leva à prisão, sim, antes mesmo do julgamento. As notícias, os boatos, a presença massiva no noticiário  maculou em cascata,  imagens  não só da profissional, como também   do hospital curitibano.

Sem entrar no mérito de culpa da médica, e no extremo sofrimento das famílias das vítimas, vamos nos concentrar em alternativas para conter os impactos das notícias negativas/suspeitas sobre a imagem profissional da profissional de saúde.

A área de assessoria de imprensa  oferece recursos /estratégias  para  fazer a  gestão da imagem da profissional alvo de notícias negativas ou sob suspeita.

Atente ao tempo de resposta à imprensa: quanto maior  a agilidade em lidar com a notícia negativa  menores os impactos e prejuízos acarretados. A ação dever ser instantânea: saiu notícia negativa, chame o advogado e o assessor de imprensa.

O apoio dos  assessores de imprensa (jornalistas experientes em construir relações com a imprensa visando  à relação profissional/transparente/assertiva entre   pessoa  envolvida  e os jornalistas) o ajudará a gerir a imagem e as atitudes públicas e entrevistas. Este apoio fará toda a diferença em termos emocionais e em termos muito práticos de como e quando responder aos jornalistas.Porque quando  se está envolvido em um mar de notícias negativas, sendo você ou sua empresa inocente ou não, está em risco toda uma história de boa reputação, de trabalho honesto. Então toda atenção à ação de imprensa não é adiável, é prioridade. Matérias negativas podem inviabilizar a continuidade de carreiras de médicos, empresários, artistas.

Voltando à gestão de crise de imagem, a gestão profissional de contatos com a imprensa, quando assessores de imprensa falam com jornalistas  freará a enxurrada de matérias e os consequentes  prejuízos  em debandada de clientes/cancelamento de contratos. Como isso é possível?

O primeiro passo que os assessores dão é a contratação de clipping, monitoramento das  matérias veiculadas – em jornais, TVs, rádios, sites, portais -,  rastreamento de posts nas redes sociais.  Com esse “raio-X”,  é possível se mapear o teor  do que é falado nas notícias,  a versão dos jornalistas, a versão dos que divulgaram  o boato/acusação. Como segundo passo,  assessor /cliente /advogado  analisarão com propriedade e  as alternativas  seja para corrigir os erros cometidos no exercício profissional, seja para desfazer o mal-entendido disseminados em  boatos.

O terceiro passo, é partir para o contato com jornalistas. O assessor de imprensa contata a imprensa no mesmo dia da veiculação da matéria negativa. Entre 5 a 6 horas deve-se enviar um comunicado à imprensa com a versão preliminar  “assessorado” sobre o envolvimento no assunto citado nas matérias. Não se pronunciar é mais negativo que assumir a tomada de providências para entender esclarecer os fatos e corrigir  o erro.

Quarto passo: monitore as notícias com ajuda de seu assessor de imprensa e empresa de clipping por mais uns dois meses, em caso de boatos e em caso de comprovado erro profissional, por pelo menos seis meses.

Quando o caso é mal entendido, sem haver  erro  médico, a   ação de gestão da crise de imagem  é mais simples e o impacto sobre a imagem é menor e  pode ser rapidamente resolvido. Já quando o caso  envolve uma acusação procedente – erro, escândalo, crime – o cenário é mais complexo e exigirá mais esforços em termos de horas de  trabalho  dos profissionais diretamente envolvidos  porta voz envolvido na notícia/assessor de imprensa, advogado.

Uma crise,  uma acusação não tem hora certa para acontecer. O ideal é assumir  postura preventiva considerando  duas variáveis:  staff para pronta reação –  buscar jornalista assessor de imprensa experiente e um  advogado e  criar uma política de prevenção e  planejamento contra crise de imagem.

Silêncio, desinformação, desespero, omissão e improvisação frente às notícias negativas  prejudicam  a reputação e os negócios.

 

Autora: Jaqueline Pereira, é jornalista, especialista em Comunicação Jornalística pela Cásper Líbero, assessora de imprensa, palestrante, professora do curso Full Marketing Centro Europeu e sócia  fundadora do Jaqueline Pereira Comunicação. Proibida a reprodução do conteúdo sem a autorização expressa da autora.

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